E na tarde de domingo, 21 de julho de 2013, lá estiveram muitos moradores do bairro e de outras regiões da cidade manifestando-se pela preservação das árvores da avenida Francisco Matarazzo. Por enquanto, a Prefeitura de São Paulo decidiu suspender temporariamente o corte das 30 tipuanas do canteiro central da avenida. Vamos ficar de olho. Quinta-feira, 25 de julho, 19 horas, tem reunião do CADES na subprefeitura Lapa. E o assunto estará em pauta. Todos lá!!
domingo, 21 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
As árvores estão saudáveis!!
Depois de vistoria realizada na segunda-feira, 15 de julho de 2013 engenheiros agrônomos da Secretaria do Verde e da Subprefeitura da Lapa, acompanhados de técnicos da CET, do Subprefeito da Lapa Ricardo Pradas vistoriaram as 30 Tipuanas do canteiro central da Av. Francisco Matarazzo. Segundo os técnicos, não é necessário remover as árvores para a obra de alargamento da Av. Francisco Matarazzo, prevista para facilitar a entrada de carros no estacionamento da Arena Palmeiras da empresa W Torre. O projeto que prevê a redução do canteiro central da avenida, precisa remover as 30 Tipuanas.
Os técnicos agora vão apresentar o DEPAVE, órgão da Secretaria do Verde que autorizou a remoção das 30 árvores, uma nova proposta para o alargamento da via sem que para isso sejam removidas as Tipuanas.
Por enquanto, ainda vale a decisão feita pelo DEPAVE, para a remoção das árvores (TCA). Então, sua mobilização em defesa das árvores precisa continuar.
Participe da manifestação em defesa destas árvores, marcada para o domingo 21, às 16 horas.
Mais espaço para árvores, menos espaço para automóveis.
Mais oxigênio, menos monóxido de carbono!
Mais oxigênio, menos monóxido de carbono!
domingo, 14 de julho de 2013
DEIXEM AS ÁRVORES LÁ!!!
O DEPAVE - Departamento de Áreas Verdes da Secretaria do Verde - Prefeitura, autorizou a remoção, a ser feita pela Subprefeitura da Lapa, de 30 Tipuanas saudáveis que vivem no canteiro central da Av. Francisco Matarazzo, para que a W Torre - Arena Palmeiras, faça uma obra de redução do canteiro central para alargar a via.
NÃO queremos a remoção destas árvores!
NÃO queremos intervenções que priorizem o aumento do número de carros na Av. Francisco Matarazzo!
Priorizamos o transporte público!
Priorizamos a manutenção destas árvores!
É necessário que a prefeitura faça uma avaliação de todos os impactos e intervenções previstas na Av. Francisco Matarazzo pela atual Operação Urbana Água Branca, futura Operação Urbana Consorciada Água Branca, Arena Palmeiras, empreendimentos comerciais e residenciais, obras de drenagem e obras da linha 6 do metrô.
É necessário haver uma coordenação das intervenções e das obras de mitigação de impactos, para que não haja mais prejuízo para a qualidade de vida desta região.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Especulação imobiliária vira novela
JOÃO FERNANDO / RIO - O Estado de S.Paulo
Escrita nos anos 1950, quando os espigões neoclássicos ainda não faziam parte da paisagem paulistana, a peça Dona Xepa, que ganha nova versão em novela a partir de terça, às 22h15, na Record, foi adaptada para os dias de hoje e vai tratar da especulação imobiliária e as obras da cidade, questões em alta no momento atual.
"Novela tem de emocionar, mas, se puder levantar discussões, é válido", avalia Gustavo Reiz, responsável pela adaptação do texto do dramaturgo Pedro Bloch para a TV. Na trama, o fictício bairro da Vila do Antigo Bonde, onde a protagonista, a feirante Xepa (Ângela Leal), mora e trabalha, é menina dos olhos das construtoras que querem derrubar as casas da região.
Além da pressão das empresas, haverá a mão do deputado Feliciano (Giuseppe Oristânio), que, subornado pelas empreiteiras, mandará falsos fiscais para apavorar os moradores. "Ele tenta usar o poder que o cargo de deputado tem, as influências, as leis, para tentar implantar as mudanças nesse bairro com tradição e relíquias culturais da cidade. É para um empreendimento que ele nem sabe o que vai ser", adianta o ator.
Paulistano radicado no Rio há mais de duas décadas, Oristânio sentiu de perto as consequências da modernização da cidade quando, nos anos 1990, a Prefeitura de São Paulo construiu complexo viário Maria Maluf, na zona sul. Por causa da obra, parte do terreno da casa do pai dele foi desapropriada. "Na primeira chuva depois da inauguração, a água se acumulou nos muros das casas, derrubou a casa da minha vizinha e entulhos entraram pela casa da minha mãe. Ela teve um ataque cardíaco e caiu no chão morta na hora. Quase perdi a família inteira por causa de uma obra mal planejada", contou ao Estado.
O ator afirma que o nome do personagem, o mesmo do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), foi escolhido antes de o parlamentar ficar conhecido por suas declarações tidas como preconceituosas. "Discutimos durante um tempo a necessidade de trocar o nome. Mas, como a coincidência é tão absurda, deixamos assim", afirma. O artista acredita que também fará um recorte de outros assuntos, como a cena política. "A gente começa a perceber uma certa indignação da população quanto a determinados direitos e hábitos da classe política brasileira."
A especulação imobiliária terá diferentes abordagens na trama. Enquanto Xepa e os feirantes do bairro tentam driblar os golpes das construtoras, seu filho, Édison (Arthur Aguiar), vai elaborar na faculdade de arquitetura um dos projetos que transformarão a Vila do Antigo Bonde. "Quando ele cria o projeto, não sabe que será em cima da feira", conta Aguiar. A universidade da novela também será um dos núcleos em que o assunto será posto em xeque.
"Haverá uma briga entre os alunos de história, que defendem o patrimônio, e os de arquitetura, que querem fazer os projetos", explica Gustavo Reiz. Édison se sentirá pressionado para lutar por sua criação, que prejudicará a sua própria vida. "Na faculdade, ele faz um workshop sobre modernidade e preservação. Mas ele não tem dinheiro para pagar e vai se submeter a algumas situações para isso", revela Arthur Aguiar.
Segundo o autor da adaptação, o foco na história do bairro fictício foi uma solução para marcar o comportamento dos personagens do núcleo. "A gente vai falar da batalha do trabalhador e da ascensão da classe C." Para ele, a Vila do Antigo Bonde resgata valores típicos de cidades do interior. "A vila fala das relações dos vizinhos. Lá, há uma identidade deles, uma celebração das amizades, um lugar em que todo mundo sabe o que está acontecendo com o outro."
Os moradores, entretanto, não assistirão aos acontecimentos do bairro sem fazer nada. "Em meio às ameaças de destruição e as notícias de jornal, eles começam a se mobilizar. Eles criam um associação de moradores, fazem campanhas (de preservação do patrimônio histórico) e promovem debates", entrega Reiz. Na primeira semana, Xepa arranjará confusão com um suposto fiscal que tentará tirá-la da feira no bairro.
domingo, 12 de maio de 2013
Verticalização (verdades ocultas)
Por Cláudia Carminati
São Paulo, 12 de maio de 2013.
Li recentemente em um informe publicitário que o crescimento na região da Mooca, em 12 anos, foi de 10.089 unidades lançadas. Se cada uma dessas unidades trouxer ao menos um carro e uma pessoa para a região (isto sendo muito gentil, porque no mínimo esses empreendimentos possuem duas vagas de garagem e, provavelmente, acomodará ao menos um casal), são 10.089 carros e 10.089 pessoas transitando em uma região com a mesma infraestrutura de antes. Neste caso, será que a prefeitura não se vê obrigada a agir na região já que esses empreendimentos em nada fazem pela melhoria dela?
Além do volume de carros e pessoas aumentar, os novos empreendimentos usarão o mesmo sistema de esgoto e ruas já existentes, gerando um grande impacto na vizinhança. A verba que a prefeitura destinará para amortizar estes impactos nesta região poderia ser usada na melhoria de outros locais da cidade, onde os moradores antigos aguardam há anos. Esta verba poderia ser usada para melhoria de ruas, hospitais, escolas, iluminação e pontos de alagamentos existentes
há décadas.
há décadas.
Os apelos citados por eles, como bairro e ruas tranquilas, áreas verdes, condomínios fechados repletos de lazer e segurança, revitalização, melhorias urbanas e metrô, não levam em conta a piora da qualidade de vida trazidas por estes novos emprendimentos: muito barulho durante as obras que causam pó e abalam as residências vizinhas, trânsito, aumento do valor do aluguel do entorno, comércios antigos fechando, vizinhos que não se conhecem etc.
Eles comentam que esses novos empreendimentos valorizam a região, mas esquecem de dizer que o morador que vendeu sua casa para que no local construíssem um edifício não conseguirá comprar, na mesma região, outra casa ou mesmo um apartamento com o valor recebido. Com essa “valorização”, o valor do aluguel da região aumentará e os comerciantes ou moradores muitas vezes se veem obrigados a mudar por não terem mais condições financeiras de ficar no local. Por exemplo, um quarto e cozinha que antes custava em torno de
R$ 200, com esta “valorização”, agora
custa R$ 560.
R$ 200, com esta “valorização”, agora
custa R$ 560.
De acordo com o mesmo informe, “o mercado imobiliário vive da disponibilidade de terra e da outorga onerosa1”; “com menos espaço disponível, o ideal é fazer empreendimentos que ‘rendam mais’ por m2.” Isto é, não se importam com o bem estar das pessoas que irão comprar um imóvel ou que são vizinhos aos seus empreendimentos. Eles, com sua ganância, querem construir nas regiões que possuem mais estoque de outorga onerosa e com o máximo de “benefícios” possíveis para poderem vender mais caro e lucrar mais. Pensando assim, quanto mais alto um edifício, mais unidades ele possui e mais eles lucram.
Esses novos empreendimentos são minicidades de luxo com muito lazer, tecnologia, depósitos, seguranças e funcionários, o que aumenta o valor de venda e do condomínio. Um trabalhador comum, que recebe um salário mínimo no fim do mês não tem como comprar um imóvel deste tipo, pois um apartamento chega a custar R$ 1 milhão.
Enquanto eles constroem os novos empreendimentos próximos ao metrô e utilizam isso como artifício de venda para “convencer” pessoas que possuem grande poder aquisitivo e carros a comprar uma de suas unidades, as pessoas de baixa e média renda são empurradas para bairros mais distantes e são obrigadas a pegar ônibus lotados, ficando horas no trânsito para atravessar a cidade para chegarem em seu locais de trabalho.
1 Outorga onerosa: concessões em relação à metragem máxima a ser edificada.
sábado, 11 de maio de 2013
Eles se aproveitam da alienação vigente
Um batalhão de corretores congestionava a calçada da rua
Barão do Bananal hoje de tarde. Os últimos
três sábados tem sido assim. Estão lá para vender um novo empreendimento. Mais
um prédio de apartamentos na Vila Pompeia. A especulação imobiliária trabalha
de segunda a segunda na cidade de São Paulo, mas é nos finais de semana que o
movimento de intensifica. Casais rodam de carro a procura de um novo lar.
Especuladores também buscam onde investir seu dinheiro. Ruas e avenidas ficam
tomadas por homens e mulheres segurando placas publicitárias indicando caminhos
e endereços, em pleno vigor da lei Cidade Limpa. A cada dia ocorre um
lançamento em São Paulo. Li isso numa matéria confiável, pois a informação era
vendida como um dado positivo, de pujança econômica, de mercado aquecido.
Se você, assim como eu, se preocupa com o bairro onde mora,
saiba, você é minoria. E como tal precisa estar ciente de que suas queixas tem
pouca serventia. Sua mobilização é quase inócua. O tempo dispendido é grande,
mas é quase em vão. Poucas vitórias se apresentam no horizonte e dia após dia
você se depara com o avanço daquilo que condena.
Repleto de razão, diante dos seus olhos você vê os problemas
gerados pela falta de planejamento urbano, pelas falcatruas do setor
imobiliário, pela enorme e incessante verticalização predatória. E muito pouco
pode fazer pois, uma horda de vereadores dão respaldo para o setor através das
necessárias retribuições àqueles que financiaram suas campanhas.
Atravessamos a gestão Serra/Kassab e observamos incrédulos o
crescimento desordenado e abusivo de
todo esse processo. Nova gestão municipal assumiu a cidade e francamente, não vislumbro mudança
de cenário. Ainda que tenha esperança, pois a cidade discute a revisão do Plano
Diretor, não vejo qualquer sinalização de que vá imperar o bom planejamento urbano.
Então, fica claro que tudo seria muito mais fácil se no lugar das queixas recorrentes em
redes sociais, víssemos o envolvimento de um número expressivo de moradores. Se as pessoas soubessem que deixando assim, ao Deus dará, as coisas tendem a piorar,
talvez mais pessoas se dispusessem a discutir as coisas que os cercam.
Assim, exigir ciclovias, hortas comunitárias, obras contra enchentes, mais áreas
verdes, transporte público, preservação arquitetônica, direito a luz do sol
em suas casas e claro, menos verticalização, processo que inviabiliza isso tudo ou em alguns casos, gera os transtornos citados, seria bem mais fácil se fosse feito de maneira engajada, organizada, com participação e união de todos. Mas...
Reclamar é bom, é válido, desde que a reclamação seja
seguida da tomada de atitude.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Cuidado com a Operação Urbana Consorciada Água Branca!
Quando a gente olha para a Operação Urbana Consorciada Água Branca, fica claro que aquilo nada mais é do que abrir espaço para mais e mais especulação imobiliária.
As Operações Urbanas são instrumentos que visam promover melhorias em regiões pré-determinadas da cidade. Mas quais são essas melhorias?
Cada área, objeto de uma Operação Urbana, tem uma lei específica estabelecendo as metas a serem cumpridas, com regras que preveem flexibilidade quanto aos limites estabelecidos pela Lei de Zoneamento, mediante o pagamento de uma contrapartida financeira.
É aí é que esta todo o perigo. Em qual economia do mundo, quem paga, e muito, pelo espaço urbano disputado pelo mercado imobiliário, esta disposto a seguir regras? Talvez haja este lugar no mundo, mas definitivamente não é o caso da cidade de São Paulo, onde a luta pelo território urbano travada sem qualquer critério é terra sem lei, onde quem manda é quem tem poder econômico.
Pois é disso que trata boa parte dessa operação, negociar espaços desejados, e em se tratando da região da Água Branca, considere bastante esse desejo, e ali, especular cada metro quadrado.
Ou alguém acha que numa região como aquela, cujo entorno se valoriza dia após dia, será obedecido algum critério lógico de ocupação do solo?
Quem, através dos mecanismos previstos, irá pagar por um terreno e não vá querer explorar ao máximo o valor dele?
Ao delimitar uma área contemplada por essa operação, a prefeitura estabelece a outorga onerosa (quem bem poderia chamar-se outorga horrorosa) a ser paga, não mais para um fundo de todo o município, e sim para um fundo específico da Operação, para que certos recursos devam ser aplicados apenas nesta área.
E isso nada mais é do que a compra de um título.
Assim, em posse desse direito, o comprador (grandes construtoras) irá trabalhar para que a futura venda de seus empreendimentos atinja a maior rentabilidade possível, uma questão de lógica de mercado bem simples.
Se este mercado dita as regras, uma vez que é ele quem mais financia campanhas políticas, é uma grande ingenuidade acreditar que este mesmo mercado vá se submeter às imposições daqueles cuja campanha financiou. Candidaturas de prefeito e vereadores custam caro.
Na Operação Urbana Consorciada Água Branca (OUCAB), entre coisas esdrúxulas ali contidas (e eu poderia citar algumas delas, como questões ambientais, drenagem de córregos, mobilidade urbana), me deparo com a intenção de ampliação da avenida Dr. Auro Soares e que para tanto, vai precisar remover uma das linhas da CPTM, para que ambas se concentrem em um só leito, deixando livre o espaço para ampliação da tal avenida, privilegiando assim, o transporte individual motorizado.
Essa é uma tentativa de reparar os erros cometidos, quando tornaram a avenida Francisco Matarazzo uma via quase intransitável, ao permitir a construção de dois Shoppings Centers, uma Arena Multiuso, e um imenso condomínio, o Residencial Casa das Caldeiras num pequeno trecho. Ou seja, a expansão da Auro Soares é abrir mais viário para atender empreendedores e num futuro próximo tornar-se saturada de automóveis indo contra a lógica de privilegiar o transporte público.
Ainda que haja menções de um urbanismo mais qualificado na OUCAB, atendendo também questões de cunho social, o pano de fundo é o mesmo das outras operações; fazer de conta que a preocupação fundamental é a melhoria de uma região específica, para preparar o terreno para as grandes construtoras. Mesmo porque, ninguém investe dinheiro para ficar limitado a lucrar, quando se pode expandir bastante essa margem de lucro.
Como garantir unidades destinadas à habitação de interesse social (HIS) se o investidor quer fazer do terreno que comprou o uso mais lucrativo possível? O histórico desse mercado, não mostra disposição para fazer seu cliente conviver com moradores de renda mais baixa em regiões que classifica como nobres.
Se a região aponta para um valor de metro quadrado cada vez maior, não há como impedir que o empreendedor faça unidades habitacionais sofisticadas para uma clientela de elevado poder aquisitivo, elitizando ainda mais a região.
Esse modelo urbano, onde bairros concentram moradores de maior poder aquisitivo é o principal responsável pela falência da cidade.
Quanto menor for a mescla social de uma região, maior será a segregação urbana, fomentando o surgimento de bolsões de miséria nas bordas da cidade.
Ao obrigar o trabalhador de baixa renda viver distante da oferta de trabalho, sobrecarrega-se o transporte público por conta das inúmeras e longas viagens necessárias dentro do município.
Assim, equipamentos públicos como postos de saúde, escolas e hospitais tornam-se insuficientes para suprir as necessidades desse cidadão, dada a grande demanda encontrada em regiões de grande concentração de pessoas de baixa renda.
Uma cidade como menor desigualdade, passa necessariamente por um planejamento urbano mais racional, contemplando diversas camadas sócio-econômicas em diversas regiões da cidade, evitando-se assim, a formação de bairros isolados, delimitados pela extrema pobreza ou pelo exclusivismo econômico.
Afinal, pergunte-se: a cidade já melhorou com alguma dessas operações urbanas?
A OUCAB, que atropela a revisão do Plano Diretor Estratégico, quer apenas acelerar o processo de degradação das regiões ao redor dela, criando ilhas de empreendimentos privados, verticalizados, matando os bairros ao redor.
A Vila Pompeia sofrerá como nenhum outro bairro os impactos dessa operação na área de mobilidade, lazer, segurança e principalmente, no que diz respeito ao encarecimento do solo urbano local, obrigando mais moradores antigos a deixarem a região por conta da valorização artificial dos imóveis, dando espaço aos moradores novos com seu maior poder aquisitivo.
Essa é uma das últimas regiões do centro expandido com áreas vazias e potencial de construção para a cidade. E não podemos cruzar os braços e deixar que mais uma vez, o poder público aceite as imposições do mercado expandindo o padrão de exclusão e de insustentabilidade.
A OUCAB, é antes de tudo, mais um movimento do mercado imobiliário predatório que há mais de uma década vem fazendo de São Paulo uma cidade pior.
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